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Haddad regulamenta lei que obriga 'lava-rápidos' a reciclarem água

Imagem: Reprodução/TV Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), regulamentou nesta quarta-feira (25) a lei que obriga 'lava-rápidos' e postos de combustível com serviços de lavagem de veículos a terem sistemas para reutilizar a água.

A publicação das regras no Diário Oficial do município acontece com mais de dois três meses de atraso em relação ao prazo de 120 dias previsto na lei sobre o tema sancionada em abril.

O texto da regulamentação prevê que esses postos e 'lava-rápidos' deverão "instalar sistemas e equipamentos exclusivos para captação, tratamento e armazenamento da água, visando seu reúso em atividades que admitam o uso de água de qualidade não potável".

A instalação deverá seguir normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os estabelecimentos deverão afixar placa indicativa da instalação dos sistemas de reúso de água.

A fiscalização será feita pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. A multa para quem desrespeitar a medida é de R$ 1 mil, podendo ser dobrada em caso de reincidência. Os estabelecimentos que não se adaptarem mesmo após serem multados poderão perder o alvará de funcionamento.

Segundo José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro, o sindicato dos postos de combustível da capital, estabelecimentos que fazem um grande número de lavagens de carro vão se beneficiar da medida. "É um investimento de até uns R$ 60 mil. Mas a queda na conta de água pode compensar. Em três anos você recupera o investimento", afirma Gouveia.

Ele chama a atenção para postos que fazem poucas lavagens de carro. Nesse caso, a melhor saída é passar a fazer apenas lavagens a seco, alerta o sindicalista.

Crise hídrica
O estado de São Paulo ainda luta para escapar de um quadro grave de racionamento de água. O sistema Cantareira, que abastece 5,3 milhões de consumidores na região metropolitana de São Paulo, ainda opera no volume morto. Nesta quarta, as represas do sistema operam com 18,9% da capacidade. Se considerado o volume morto na capacidade total do sistema, o sistema está no vermelho e opera com -10,5%.

Outro sistema em situação crítica é o Alto Tietê, que abastece 5 milhões de pessoas na Grande São Paulo e opera com 15,1% da capacidade.

Fonte: G1, escrita por Márcio Pinho