October 26, 2011

Poço artesiano x Poço semi artesiano

Olá! Tudo bem?

Pretende contratar uma empresa de perfuração de poço?

E, quer saber qual a diferença entre um poço artesiano e semi artesiano?

Entre em contato com um dos nossos consultores:

Tel.: (19) 3894.7124 - 3894.8605
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July 25, 2011

Guirado Poços Artesianos e Caixas d’água

Olá!
Somos a GUIRADO poços artesianos e caixas d’água e queremos oferecer a você nossa parceria. Para isso, temos o prazer de apresentar a relação completa de serviços oferecidos por nossa empresa.

Poços Artesianos

Perfuração: Em sedimento e em qualquer tipo de rocha; com capacidade de até 500 metros de profundidade (sistema roto-pneumático, com 05 anos de garantia na estrutura do poço); acompanhamento de geólogos e orientação de engenheiros especializados.

MANUTENÇÃO: Vendas de equipamentos com garantia e preços especiais, desinfecção, turbilhonamento com produtos químicos para eliminação de ferrugem, lodo, barro, bactérias etc.; cloração, testes de vazão e verificação de parte elétrica.

Contrato de Manutenção Preventiva: Refere-se a um acompanhamento periódico no seu poço, evitando situações como: corrosões que ocasionem a perda total do poço, problemas de parte elétrica, causando prejuízos como queima da bomba submersa.
Monitoramento para verificação de rebaixamento do aqüífero.
Importante: O zelo para com o seu poço significa tranqüilidade futura. Consulte-nos para maiores esclarecimentos.

Análises Físico-Químicas e Bacteriológicas: Para constatar a potabilidade da água.

Locação de poços: Utilizado para localizar as fraturas onde se encontram os aqüíferos subterrâneos, esse sistema é o mesmo utilizado para localizar petróleo (Geofísica e foto interpretação Via Satélite).

Outorga do Poço: Regularização da utilização da água junto aos órgãos governamentais responsáveis.

Instalação de redes hidráulicas: Automatização de Poços Artesianos e Manuais.

Manutenção em poços caipiras: Limpeza e desinfecção.

Caixas d’água

Vendas de caixas d’água de fibra e metálicas: Armazenagem de 2.000 a 5.000.000 de litros.
Manutenção:Reforma (Limpeza, Pintura e desinfecção).

No aguardo de um eventual contato, nos colocamos à disposição.

Atenciosamente,
Guirado Poços artesianos e Caixas d’água

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April 20, 2011

Emissões de gás carbônico em São Paulo vão dobrar até 2035

Meta do Estado é reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 20% até 2020, em relação aos níveis de 2005

São Paulo - O estado de São Paulo tem, desde 2009, uma das leis mais ambiciosas para o combate ao aquecimento global. A legislação prevê que as emissões de gases causadores de efeito estufa caiam em 20% até 2020 comparados aos níveis de 2005. Cumpri-la, porém, é um desafio. O próprio governo paulista já prevê que a quantidade de dióxido de carbono (CO2) emitida no estado vá crescer pelo menos 55% de 2005 a 2020. Até 2035, as emissões devem mais que dobrar.

Essas estimativas constam do estudo Matriz Energética do Estado de São Paulo - 2035, da Secretaria de Energia estadual. Nele, as contas mais otimistas indicam que 85 milhões de toneladas de CO2 serão jogadas na atmosfera por atividades desenvolvidas no estado em 2020. Em 2005, eram cerca de 55 milhões de toneladas - 30 milhões de toneladas a menos. Já em 2035, serão mais de 120 milhões de toneladas de CO2 emitidas no estado. Isso representa um incremento de cerca de 120% na comparação com as emissões de 2005.

Esses números foram apresentados na primeira reunião do Conselho Estadual de Política Energética do Estado de São Paulo, ocorrida no final do mês passado. Os dados já levam em consideração todas as políticas públicas estaduais anunciadas para redução das emissões de CO2.

O Plano Integrado de Transportes Urbanos 2005 a 2025 (Pitu), que prevê a maior utilização do transporte coletivo, por exemplo, já foi considerado na estimativa. Também foram levados em conta os ganhos de produtividade da indústria e da agricultura, assim como a redução do uso de combustíveis fósseis como a gasolina e o diesel.

Para o pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sérgio Valdir Balay, os resultados do estudo mostram a urgência de novas políticas para redução das emissões. Segundo ele, caso o estado queira mesmo cumprir a lei, terá de tomar medidas “ousadas” e “mexer com o hábito das pessoas”.

“Precisaríamos reduzir o uso dos automóveis, já que o transporte é o maior responsável pelas emissões. As grandes empresas e o próprio Poder Público também teriam que reduzir suas emissões”, disse Balay, em entrevista à Agência Brasil.

O pesquisador afirmou que a meta de 20% de queda das emissões ainda é factível, mas parece ter sido estipulada sem os critérios necessários. “Os políticos adoram tomar decisões sem fazer um planejamento técnico”, criticou. “O que aconteceu [com as metas] foi isso.”

A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Energia, responsável pelo estudo sobre as emissões de CO2. O órgão, porém, não se pronunciou sobre o assunto.

Já a Secretaria do Meio Ambiente informou, em nota, que a meta de 20% de redução será “seguida”. De acordo com o órgão, o estudo da Secretaria de Energia “é baseado em modelo matemático” e “está sujeito a deixar de fora variáveis”.

A pasta informou também que o Conselho Estadual de Política Energética já estabeleceu um plano de trabalho para estruturar medidas adicionais de redução de emissões dos gases de efeito estufa. “O processo da construção de como o governo cumprirá a meta será feito em discussão com a sociedade civil, órgãos de governo e setor privado”, complementou.Fonte: www.estadao.com.br
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March 2, 2011

Burundi assina tratado para redistribuir águas do Nilo

Com a adesão de cinco países, tratado preocupa o Egito, principal beneficiado da atual distribuição.

O Burundi assinou um tratado para alterar os acordos históricos de divisão das águas do Nilo, apresentando um desafio diplomático para os militares egípcios, autais chefes de Estado, que rejeitam o pacto. O novo tratado pretende substituir o acordo vigente, de 1929, e cria uma comissão permanente para administrar a distribuição das águas, com o objetivo de garantir uso igualitário dos recursos.

Já ameaçado pelo aquecimento global, o Egito é quase interamente dependente do Nilo para o abastecimento de água, e acompanha com nervosismo os projetos de hidrelétricas das nações que ficam a montante do rio. O país é o que mais se beneficia do Nilo com o tratado atual.

Burundi é a quinta nação a assinar o acordo, junto com Quênia, Etiópia, Tanzânia e Ruanda. Sudão e República Democrática do Congo ainda não assinaram, apesar das declarações do governo do Quênia para que o Congo entre no grupo.

O ministro de Meio Ambiente do Burundi, Jean-Marie Nibirantije, afirma que a nação, no centro da África, também deseja investir nas águas no Nilo para a geração de energia. “Os investidores e doadores sempre colocam a assinatura deste novo tratado como condição para prover fundos que ajudem na construção de hidrelétricas.”

Os projetos hidrelétricos de Burundi incluem duas usinas com a capacidade de gerar 410 megawatts, que serão situadas na região de fronteira com a Ruanda e com o Congo.

Fontes oficiais afirmam que a demanda por eletricidade do país, produtor de café, aumenta 4 megawatts (MW) por ano desde 2006. O déficit de energia é estimado em 25 MW em horários de pico, pelo envelhecimento da infraestrutura. A capacidade elétrica do país de oito milhões de habitantes é de 34 MW.

Fonte: www.estadao.com.br\planeta
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February 11, 2011

O fim da indústria baleeira no Japão?

Representante do Greenpeace no país prevê colapso da caça às baleias depois que a opinião pública acordou para o problema.

Em 2008, eu e um colega interceptamos uma caixa de carne de baleia destinada a servir de “souvenir” para a tripulação da frota baleeira japonesa. Impulsionadas por delatores dentro da indústria, as investigações do Greenpeace sobre corrupção no programa japonês de caça às baleias (que é subvencionado por impostos) revelou que desviar, presentear e até vender cortes valorizados de carne de baleia era uma prética comum.

Nós entregamos a caixa para as autoridades japonesas e pedimos uma investigação. Mas ao invés de investigar nossas reclamações, as autoridades japonesas decidiram processar a mim e a meu colega por roubo e transgressão. Fomos condenados em Setembro de 2010 e sentenciados a uma pena de doze meses na prisão, uma sentença da qual estamos apelando atualmente. Nosso caso não ajudou apenas a chamar a atenção da opinião pública para questão da caça às baleias no Japão, mas também catalisou uma pressão internacional acerca da condenação de dois ativistas.

Por conta do nosso caso, muitas pessoas no Japão estão agora cientes das práticas de peculato e da oferta de propina pela indústria baleeira japonesa. A maré da opinião pública no Japão finalmente começou a virar contra os baleeiros, que eventualmente acabará por cravar uma estaca no coração da indústria baleeira do meu país. Os fatos são claros: a demanda pela carne de baleia está encolhendo e cerca de 6 mil toneladas estão estocadas em frigoríficos. Pela primeira vez, as pessoas no Japão estão começando a pensar por que uma frota de barcos japoneses viaja milhares de milhas para trazer de volta uma carne que ninguém quer.

Em dezembro passado, um dos órgãos governamentais encarregados do programa de caça às baleias japonês, a Agência de Pesca Japonesa (FAJ na sigla em inglês) afirmou em rede nacional de TV que a carne de baleia estava sendo desviada; cinco oficiais que receberam carne de baleia de “presente” estão encarando processos disciplinares. Em 2008, nós fomos detidos por 26 dias, levados a julgamento e condenados por uma delação similar - delação esta pela qual os cinco funcionários enfretaram, apenas, uma “ação disciplinar”.
E veio à tona que dois gerentes da indústria baleeira - entre eles Jun Yamashita, o número dois da FAJ e um importante negociador do Japão na Comissão Internacional da Baleia, o organismo que regulamenta a caça, também foram repreendidos por suas ações. Todos esses escândalos, aliados aos relatórios de metas de redução de captura de baleias no Oceano Antártico, à queda das vendas e aumento dos estoques de carne de baleia, levam a crer que o programa de caça às baleias no Japão está à beira do colapso.
Estou orgulhoso por ter ajudado a delatar a indústria baleeira japonesa e mais orgulhoso ainda porque o movimento dentro do Japão para por um fim a esta vergonhosa prática continua crescendo.
Contudo, nosso caso é emblemático não apenas para acabar de vez com a caça, mas também para assegurar espaço na sociedade japonesa para o discenso e para expor a verdade - que às vezes é difícil e inconveniente. Sim, eu interceptei uma caixa de carne de baleia. Mas eu o fiz para revelar o desperdício de somas altíssimas de dinheiro que os contribuintes do país estavam dando - se saber - para perpetuar uma caça que traz embaraço e vergonha ao Japão. Minha interceptação dessa carne já mudou a minha vida para sempre mas eu espero que o o processo que está em andamento ajude a criar mais espaço para a justiça e o ativismo no Japão.

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January 24, 2011

ONU confirma que 2010 foi o ano mais quente de que há registro

A tendência significativa de aquecimento da Terra a longo prazo contribuiu para um derretimento ainda maior do gelo no Oceano Ártico.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, informou nesta quinta-feira, em Genebra, na Suíça, que 2010 foi o ano mais quente desde que há registros. As estatísticas foram baseadas em dados fornecidos pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido e pela Nasa - a agência espacial americana.

“O ano passado foi o mais quente registrado, junto com 2005 e 1998″, afirma um comunicado da OMM, o que confirma as avaliações preliminares baseadas em um período de 10 meses e que foram apresentadas na reunião mundial sobre o clima de dezembro.

“Os dados de 2010 confirmam uma tendência significativa de aquecimento da Terra a longo prazo”, afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. Essa tendência também contribuiu para um derretimento ainda maior do gelo no Oceano Ártico, cujas geleiras caíram a níveis recorde em dezembro.

A extensão das geleiras foi de apenas 12 bilhões de km², o que representa 1,35 milhão de km² a menos do que a média observada entre os anos de 1979 e 2000. Entre as consequências desta redução, Jarraud mencionou o aumento do nível do mar, que causa erosão de regiões litorâneas e graves problemas nas ilhas habitadas, assim como a mistura da água salgada com fontes de água doce.

No período entre 2001 e 2010, as temperaturas globais tiveram um aumento médio de 0,45°C em relação à média do período entre 1961 e 1990, além de terem sido as temperaturas mais altas já registradas para um período de 10 anos desde que os registros começaram.

A OMM trabalha com uma margem de incerteza na diferença das temperaturas entre os anos. Mas a diferença entre 2010, 2005 e 1998 foi menor que essamargem. A avaliação se baseia em dados coletados em condições climáticas terrestres e estações de clima, navios, bóias e satélites.

Segundo a organização, não é possível manter o ceticismo “frente aos fatos” que corroboram com a mudança climática, um fenômeno que não pode ser explicado “sem levar em conta a atividade humana”.

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January 6, 2011

Início do conteúdo Mais de 200 crianças chinesas são contaminadas com chumbo

Mais de 200 crianças chinesas foram contaminadas com chumbo de usinas de baterias localizadas muito próximas de suas casas no leste do país, informou a mídia estatal nesta quinta-feira. É o mais recente de uma série de incidentes ligados à poluição por metais pesados.

Depois que exames revelaram que três crianças em Gaohe, na província de Anhui, apresentavam altos índices de chumbo no sangue, mais 280 crianças foram examinadas, sendo que 200 delas haviam sido contaminadas, disse a agência de notícias Xinhua.

Autoridades fecharam as duas fábricas apontadas como responsáveis pela intoxicação, disse o relatório.

Uma das fábricas tinha apenas uma rua estreita separando-a das residências em Gaohe, acrescentou o documento, o que viola as regras de proteção ambiental.

Algumas das crianças afetadas têm apenas alguns meses de idade, informou a agência.

A intoxicação com chumbo, que acumula aos poucos como resultado da exposição repetida a pequenas quantidades do elemento, pode danificar diversas partes do corpo incluindo os sistemas nervoso e reprodutivo e os rins, e provocar a pressão alta e a anemia.

O chumbo é particularmente prejudicial ao cérebro em desenvolvimento de crianças pequenas, e pode causar consequências possivelmente irreversíveis, incluindo dificuldades de aprendizado e problemas de comportamento.

O Ministério do Meio Ambiente da China pediu medidas urgentes para combater o envenenamento por metais pesados, enquanto casos de ampla contaminação provocaram reações enfurecidas da população.

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December 30, 2010

Greenpeace diz que decisão traz risco ambiental e econômico

Para ambientalista, eventual vazamento prejudicaria o turismo e as comunidades pesqueiras e marisqueiras da região.

A suspensão da ação pública do Ministério Público Federal (MPF) para impedir a prospecção de petróleo no entorno do arquipélago de Abrolhos divide opiniões de ambientalistas e representantes de órgãos federais. Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace, lamenta os riscos que a decisão acarreta.

“Abrolhos abriga o maior recife de corais do Atlântico Sul; é uma região de biodiversidade única. Além do desastroso impacto ambiental, um vazamento também teria impactos econômicos, uma vez que prejudicaria o turismo e todas as comunidades pesqueiras e marisqueiras da região, assim como ocorreu com o vazamento da BP no Golfo do México.” O arquipélago também apresenta áreas de mangue e abriga espécies ameaçadas de extinção, como a baleia-jubarte.

Leandra Gonçalves acredita que o interesse pela exploração do combustível na região, mesmo com a descoberta do pré-sal, acontece pela qualidade do petróleo que ocorre abaixo do arquipélago. “É um óleo leve, que apresenta um grau de viscosidade mais baixo. Fica muito mais barato para refinar”, explica.

O arquipélago é considerado parque nacional por decreto de abril de 1983. Portanto, é uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral.

Validade discutida. Daniel Otaviano de Melo Ribeiro, procurador-chefe nacional do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) - a instância federal responsável pela gestão das unidades de conservação - não considera que o parque perdeu amparo legal para evitar atividades de impacto ambiental.

“A validade da ação do Ministério Público Federal é muito discutida judicialmente. Acredito que ela tenha caído para preservar a ordem administrativa para assegurar a decisão aos órgãos competentes como o Ibama e o ICM Bio sem a necessidade de levar ao presidente da República”, diz.

Para Ribeiro, a preservação de Abrolhos está garantida com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), sancionado em 2000. “O ICM Bio e o Ibama têm amparo legal e substrato técnico para definir a preservação e impedir empreendimentos que possam afetar o parque”, afirmou.

Atributos da natureza. A região compreende todas as águas, ilhas e recifes ao sul do litoral baiano, em uma área de 95.000 quilômetros quadrados. De acordo com o decreto que instituiu o parque, o objetivo de criá-lo foi o de “resguardar atributos excepcionais da natureza, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos”.

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December 13, 2010

Mata Atlântica terá US$ 162 milhões para conservação

Financiamento foi assinado entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o governo paulista.

A conservação e recuperação de áreas de Mata Atlântica terão US$ 162,5 milhões. Esse é o valor de um contrato de financiamento assinado ontem entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o governo paulista.

O empréstimo apoiará um programa estadual para promover a conservação e restauração do Parque Estadual da Serra do Mar, da Estação Ecológica Jureia-Itatins e de unidades de conservação marinhas e costeiras.

O contrato foi assinado no Palácio dos Bandeirantes pelo representante do BID, Fernando Carrillo-Flórez e pelo Governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman.

O Parque Estadual da Serra do Mar tem 315 mil hectares e é o maior trecho contínuo protegido de Mata Atlântica do Brasil. O parque abriga 20% das espécies de aves do país. Jureia-Itatins também é uma área relevante para proteção da Mata Atlântica.

Fonte: www.estadao.com.br

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December 7, 2010

Para se tornar potência verde, Brasil precisa fazer mudanças na matriz energética

País desperdiça enorme potencial de energias renováveis, dizem especialistas.

Poluição cobre São Paulo

Na atual disputa por uma economia de baixo carbono, o Brasil poderia estar no topo do pódio e permanecer nele por muito tempo devido ao seu vasto potencial de energias renováveis. Mas, segundo especialistas, o país vem desperdiçando oportunidades de explorar fontes de energia limpa - o grande motor para o desenvolvimento em tempos de mudanças climáticas. “Ninguém tem dúvidas de que as energias renováveis vão dominar no futuro. É um processo muito demorado, mas irreversível”, afirma o economista e engenheiro Edmilson Moutinho dos Santos, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP. “Mas o Brasil, mesmo com todo seu potencial, pode ficar para trás se não investir mais nessa área de energia verde”, alerta o coordenador do Greenpeace, Ricardo Baitelo China, Estados Unidos e alguns países europeus estão aplicando bilhões de dólares para expandir suas energias verdes, especialmente eólica, solar e de biomassa (produzida a partir de lixo orgânico e sobras agrícolas, como o bagaço da cana). Na Europa, por exemplo, do total de novos mecanismos de geração de energia instalados no ano passado, 60% foram para renováveis. Um estudo do Pew Environment Group com países do G-20 mostrou que enquanto o investimento da China nessa área foram de US$ 34,6 bilhões em 2009, o do Brasil foi de US$ 7,4 bilhões. Situação cômoda A culpa dessa “lentidão” do governo pode estar justamente na situação confortável do Brasil, com imenso seu potencial hidrelétrico, que faz com que 47% das fontes de energia do país sejam limpas. No entanto, para os especialistas, esse índice não pode ser visto como um motivo para se acomodar. “Até há alguns anos, o país ainda tinha um grande potencial hidrelétrico a ser explorado. E o governo alegava que a Europa só investia em fontes renováveis por não ter esse potencial”, diz Baitelo. “Hoje, ele já percebeu as dificuldades ligadas a hidrelétricas e as vantagens da energias como a eólica.” Para a professora de gestão ambiental da USP, Neli Aparecida de Mello, o problema não está nas hidrelétricas em si, mas na aposta que sempre se fez nas obras grandiosas, como Itaipu e Balbina, e também na sua localização. “Não é uma questão de banir o modelo, mas sim de mudá-lo. Em primeiro lugar, deveríamos construir hidrelétricas menores, mais locais”, diz. “Também é preciso levar em conta que atualmente os novos projetos estão na Amazônia, como Belomonte. Além do impacto ambiental, temos de ver o grande problema de logística para controlar essas longas linhas de transmissão que trazem a energia para o Sudeste.” Outro desafio passa pelas emissões vindas do setor energético. A meta do governo é permitir que esse tipo de emissão - que hoje representa 16,5% do total - dobre em dez anos. Segundo Baitelo, o governo usa a desculpa de que, como as emissões desse tipo são baixas, não há problemas em aumentá-las. “É um absurdo que se permita duplicar esse valor num país como o Brasil, com tantas alternativas energéticas”, diz. Deslumbramento Os especialistas também apontaram para outro motivo para esse certo atraso do Brasil em investir nas fontes verdes: o pré-sal. “No início do governo Lula, o etanol era prioridade. Com o pré-sal, houve um deslumbramento e ele acabou sumindo um pouco do discurso”, afirma Baitelo, lembrando que o então ministro de Minas e Energia Edison Lobão chegou a dizer que queria ver carros de passeio a diesel. Santos destaca ainda que essa empolgação pré-sal acabou tirando o foco de uma questão essencial: o destino do gás gerado pela exploração desse petróleo. A projeção para essas emissões são tão altas que poderiam substituir as geradas pelo desmatamento, se esse fosse erradicado. “Para quem está pensando em sustentabilidade, é um absurdo não aproveitar bem esse gás”, diz o engenheiro, acrescentando que, aliado a outras fontes, o gás poderia ajudar no abastecimento de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Outro contrasenso indicado por Santos é não se incentivar ônibus movidos à gás - e sim a diesel e etanol. “Para suprir frotas grandes como a de São Paulo seria preciso plantar muito mais cana, tirando espaço de outro tipo de lavouras.” Avanços Segundo os especialistas, esses erros e políticas mal articuladas tiveram seu ápice há cerca de cinco anos. “O governo acabou sujando sua matriz energética ao incentivar as térmicas a óleo, que são baratas de se construir”, lembra Baitelo. Mas essa tendência vem se revertendo, ainda que em um ritmo muito mais lento do que o esperado. “Governo viu que o foco estava errado e passou a investir um pouco mais em outras energias, como a eólica”, diz o coordenador do Greenpeace. A participação da eólica na matriz elétrica nacional cresceu 5% em 2009. Mesmo assim, essa fonte corresponde a apenas 0,2% do total de energia gerada, enquanto tem potencial para gerar até três vezes mais do que o Brasil necessita. Para mudar esse cenário, falta mais incentivo do governo: “O BNDES, por exemplo, fica financiando apenas as grandes obras, como estádios para a Copa e Belomonte”, afirma Santos. Lucrando com o sol Os especialistas também criticam o baixo investimento sem ciência e pesquisa, que acabam ficando mais concentrado em áreas ligadas ao petróleo e a biocombustíveis. “O discurso oficial sempre pendeu mais para ‘vamos esperar o preço cair’ do que para criar legislação que incentive essas energias renováveis”, diz Baitelo. Ele cita o fato de não haver produção nacional de painéis solares. “Se houvesse mais incentivos a esse tipo de negócio, poderíamos exportar essa tecnologia, como fazemos com o etanol.” Tarifas especiais para quem poupa energia também são raras no Brasil. Em países europeus e asiáticos, essa iniciativa é corrente e vai além: o consumidor que usa energia solar pode vender de volta para o Estado o excedente, criando um ciclo virtuoso. “Incentivos e garantias ao consumidor é uma questão chave para se melhorar nossa maneira de usar energia”, afirma a professora da USP, fazendo uma comparação com os carros a álcool. “Demorou um tempo para se embarcar nesse mercado. Mas se a política for mantida aos poucos, o consumidor vai vendo que é algo viável, vantajoso e passa a comprar equipamentos que economizam energia, painéis solares.” BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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